quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Calcanhares de Áquiles


Narra à mitologia grega, que a deusa Tétis apaixonou-se por um rei humano chamado Peleu. Desse amor nasceu um menino. Todavia, a mãe percebeu que a criança havia herdado as características humanas do pai. Entristecida, Tétis passou a banhar, periodicamente o filho nas águas do Estige, na expectativa de torná-lo invulnerável, com os qualificativos dos deuses. Certa noite, no entanto, Peleu já desconfiado das ausências de sua esposa, resolveu segui-lá. Aquela seria a última etapa, faltava somente mergulhar os calcanhares do menino, por onde ela habitualmente o segurava. Mas Peleu, sem nada saber, imaginando que sua divina esposa pudesse ter enlouquecido e que ela afogaria seu pequeno filho, avança arrancando Áquiles de seus braços.
O menino cresce e transforma-se no mais notável guerreiro. Mas Áquiles, apesar disso, possuía seus pontos frágeis: os calcanhares. Foi assim que, na guerra de Tróia, um arqueiro desastrado atingiu-lhe o calcanhar, fazendo o poderoso soldado tombar e, ali mesmo, Áquiles pereceu.
Nessa breve introdução, desejamos ressaltar que todos nós possuímos nossas vulnerabilidades. Na convivência humana esses “calcanhares” se chocam, se atritam, provocando no panorama do mundo contemporâneo, com sua cultura utilitarista, uma espécie de esvaziamento das relações.  No cerne dessa temática surge o problema da decepção com o outro que foge, determinantemente, de nossas idealizações de perfeição.
Discutindo a chamada “sociedade da decepção”, o filósofo francês Gilles Lipovetsky afirmou:

Os valores hedonistas, a sobrecarga, os ideais psicoculturais, os fluxos de informação, tudo isso deu origem a um gênero de individuo mais introvertido, mais exigente, mas também, mais vulnerável aos tentáculos da decepção. Após a “cultura do aviltamento” e a “cultura da culpabilidade” (...) temos agora o tempo das culturas da ansiedade, da frustração e da decepção.

Para ele, uma das possíveis causas que ajudam a explicar esse fenômeno contemporâneo é o enfraquecimento dos dispositivos religiosos de socialização. Apesar das religiões, conforme Gilles, não impedirem as manifestações de amarguras e os desafios humanos, elas representam, em sua versão conservadora, uma espécie de “refúgio” ou um “ponto de apoio” ou de “consolação” insubstituível.
Kardec, muito antes de Gilles, já afirmava durante a Viagem Espírita de 1862, em discurso pronunciado nas reuniões gerais em Lyon e Bordeaux que:

O homem chegou a um período em que as ciências, as artes e a indústria atingiram um limite até hoje desconhecido; se os gozos que delas tira satisfazem à vida material, deixam um vazio na alma; o homem aspira a algo melhor: sonha com melhores instituições; quer a vida, a felicidade, a igualdade, a justiça para todos. Mas, como atingir tudo isso com os vícios da sociedade e, sobretudo, com o egoísmo?

Para Kardec a imperfeição humana é a fonte geradora de múltiplos conflitos.  Ele observa, durante um banquete que lhe é oferecido na cidade de Lyon, que o conhecimento do Espiritismo não mais conduziria nem ao isolamento, nem ao desespero. Sua influência educativa já havia corrigido muitas imperfeições, levado paz a inúmeras famílias, propagando esperança e felicidade.

Jerri Almeida - Livro: A Convivência na Casa Espírita.

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Heróis de Papel - As representações sobre a Revolução Farroupilha na Literatura

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A obra é fruto do trabalho de especialização do autor em Diálogos entre História e Literatura do RS. Nela, analisa-se duas obras literária temporalmente distantes e produzidas em contextos históricos distintos, mas ambientadas no período da Revolução Farroupilha: A Divina Pastora (1847), de José Antônio do Vale Caldre e Fião, e A Guerra dos Farrapos (1985) de Alcy Cheuiche. O estudo configura-se numa pertinente reflexão acerca das possíveis contribuições da literatura para a produção do conhecimento histórico. Sendo tributária das reflexões mais recentes da historiografia brasileira, a obra busca nas contribuições da história francesa e do marxismo britânico inspirações teórico-metodológicas no intuito de realizar o diálogo entre história e literatura.

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FAMÍLIA Frente & Verso - Um olhar, a quatro mãos, sobre as relações

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Nesse livro o tema central é FAMÍLIA. Como é escrito por dois autores ele faz o contraponto entre dois enfoques. De um lado, a análise histórica e social da família, a questão do casamento, dos conflitos intraconjugais e separações. De outro, as coisas práticas do dia-a-dia, as dicas, as perguntas que mães e pais se fazem.
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O Desafio da Felicidade - em um mundo em transformação

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A felicidade tem sido um tema fundamental em toda a história do pensamento humano. É objeto de estudo, entre outros, da filosofia, da psicologia, das religiões e da medicina. Conforme salientou Robert Misrahi: “A felicidade é o valor privilegiado porque, na realidade, ela é o objeto e a significação de todos os outros valores, quando estes são afirmativos da existência.”
Vivemos num mundo em constante crise de seus paradigmas afirmativos, onde a violência atinge níveis elevados, gerando uma intranqüilidade crescente; onde os dramas humanos se multiplicam na convivência familiar; onde a aceleração da vida atual colabora para produzir os quadros de ansiedade, insatisfação e estresse.
Analisando o tema sobre vários aspectos, sem termos, no entanto, a pretensão de nos fixar nos exaustivos debates teóricos, trouxemos para o centro desse estudo a valiosa contribuição do conhecimento espírita. Não se trata de impormos verdades ou apontarmos caminhos simplistas para a conquista da felicidade. Nosso propósito é percebermos a questão da felicidade numa análise mais profunda da vida.

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