quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

GRANDE EVENTO!


Um grande evento será realizado na S. B. E. Bezera de Menezes, localizado na rua Nova York, 686, Porto Alegre.

Serão dois dias de atividades com palestras de JORGE DAMAS (autor dos livros: O 13º Apóstolo e Um amor, muitas vidas) e JERRI ALMEIDA (autor de Desafio da Felicidade e Familia: Frente e Verso.

Haverá ainda uma grande Feira de livros espíritas.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

UMA VIDA COM SIGNIFICADO!

Muitas pessoas argumentam que suas infelicidades derivam de seus problemas. Desafios, sempre os teremos! Eles marcam o nosso processo de aprendizagem enquanto estímulos que são para o desabrochar de nossa criatividade. O cotidiano é uma busca por superar problemas dos mais variados: passar no vestibular, conquistar um emprego, superar um trauma, um fracasso, uma perda, uma queda nos negócios.
Os problemas, no sentido geral, são os estímulos pelos quais exercitamos e desenvolvemos nossas potencialidades criativas. A humanidade cresceu e se aprimorou tecnicamente através dos problemas que se apresentavam e, portanto, exigiam solução. Problemas solucionados desencadeiam um sentido íntimo de auto-realização. Todavia, nem todos os problemas são passíveis de serem resolvidos rapidamente. Às vezes, certos desafios exigirão o concurso do tempo, para o qual, a esperança, a determinação e, muitas vezes a resignação, devem estar presentes.
A incompletude humana se caracteriza, entre outras coisas, pelo “solo árido dos sentimentos” que se mantém indiferente aos apelos da “semente do bem”. Não se trata de uma mera frase de impacto, mas de empreendermos um sentido real e profundo para a vida. Mesmo os vegetais que ficam presos ao solo, buscam, instintivamente, encontrar o alimento no local onde estão – procurando a água e a luz – para se manterem ativos. A vida apresenta, constantemente, condições novas que desafiam os seres vivos e, ao homem, em particular, a agregar novas experiências que concorrem para o desabrochar de uma consciência mais plena.
Todavia, quanto maior for a imaturidade psicológica e espiritual do indivíduo, maiores serão os seus conflitos. Isso devido ao seu limitado discernimento sobre o que seja realmente a felicidade. Nesse sentido, os estímulos do conhecimento e do sofrimento incidem sobre nós e, no conjunto de nossas vivências, nos pré-dispõem ao aprendizado ou ao amadurecimento das nossas estruturas mentais de pensamento e reflexão. Isso também gera estímulos na área dos sentimentos e das emoções, visando irrigá-los com o bálsamo do enternecimento e dos valores nobres.
A proposta daquilo que chamamos de “evolução espiritual” é exatamente o desenvolvimento de um ser consciente e atuante no bem. Essa é a condição de um indivíduo que está além do seu ego, isto é, da sua identidade psicológica atual, o “eu transitório ou superficial”. A psicologia espírita, analisando o homem sob o prisma de um ser profundo, preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo, enfatiza, por isso mesmo, que a felicidade se desenvolve naqueles que buscam vencer seus medos, complexos de inferioridade e culpa, individualismos, orgulhos e egoísmos, desenvolvendo a confiança em si mesmos e na vida.
A postura humana, diante dos seus desafios pessoais, pode sugerir a adoção de atitudes mentais de desesperação e desânimo ou poderá estimular um sabor especial sobre a arte de viver, reinventando-se a vida diária. Costumamos ver o mundo (interno e externo) a partir das “lentes” ou dos valores que cultivamos. Mudar os valores é, portanto, mudar a forma de se relacionar com a vida cotidiana.
Algumas pessoas buscam justificar sua falta de prazer pela vida, utilizando o argumento que: “o mundo está péssimo”. Outras, todavia, nem mesmo sabem o porquê de nutrirem tal sentimento, simplesmente sentem um desgosto em viver. Consideramos, à luz do espiritismo, que o prazer de viver está, necessariamente, vinculado a um “sentido para a vida”. Uma vida com significado é uma vida prazerosa, mesmo nos momentos difíceis.
Mesmo nos momentos cinzentos e nebulosos, nas angústias, onde enfrentamos o mar tempestuoso dos problemas, necessitamos pensar e repensar a vida, para que ela tenha o sabor do bem, do amor e das construções sólidas. A vida não está aí para ser meramente “suportada”, mas, sobretudo para ser elaborada, educada, ousada. É necessário “aventurar-se”, no bom sentido da palavra, na direção dessa vida com significado mais profundo, “transgredindo-se a ordem do superficial”.
Viver a vida como um verdadeiro ideal de doação no amor, é atribuí-la um sentido profundo e realizador. Essa lógica vem sendo, consciente ou inconscientemente, mascarada pelo ser humano, que busca subterfúgios ou maneiras mais fáceis e rápidas de encontrar prazer na existência. Mergulhados na impermanência, buscamos na ilusão do prazer imediato hedonista, a satisfação de nossas aspirações mais profundas. Mas tal ilusão desconstrói o sentido da vida, fazendo com que o indivíduo se apegue e se vicie na sensação periférica.
Pessoas que passam, mesmo na adversidade, a dar um significado para suas vidas, associados ao bem, vivem a vida com mais prazer e plenitude interior. Falamos aqui do prazer da alma, diferente daquele prazer periférico e inconstante que as coisas materiais nos oferecem. Nos referimos, portanto, ao prazer que dá uma alegria mais verdadeira, capaz de gerar saúde, felicidade e que não perece ao sabor da impermanência material.

Do Livro: O Desafio da Felicidade - Em um mundo em Transformação. Editora Francisco Spinelli, Porto Alegre, 2007. Autor: Jerri Almeida

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ABRIR UM LIVRO, É...

Vaso revelador retendo o excelso aroma,
Do pensamento a erguer-se esplêndido e bendito,
O Livro é o coração do tempo no infinito,
Em que a ideia imortal se renova e retoma.
Olavo Bilac


Um dos grandes desafios enfrentado pelo nosso país são os chamados “analfabetos funcionais”. Quem seriam? Há quem diga que são milhares e, pior, estão em todos os lugares, em todas as classes sociais, nas universidades, nas escolas de educação básica, na via pública, em nossas casas. Esse é um tipo peculiar de analfabeto... é o analfabeto que sabe ler, escrever e somar, entretanto, quando se trata de “interpretar o que leu” e “escrever com propriedade, expressando com autonomia seu pensamento”, a situação se complica.
Mas, aprender a ler e a escrever não basta? Não. Na dinâmica do mundo pós-moderno a complexidade das relações humanas, cada vez mais, impõe a necessidade do indivíduo situar-se mais plenamente no mundo, desenvolvendo e aprimorando suas capacidades intelectivas que podem ser expressas na tríade: informação-reflexão-expressão. Isso fornece ao indivíduo autonomia de pensamento e de comunicação com o próprio mundo. O analfabeto funcional é uma pessoa limitada em sua capacidade de interpretar a vida. Não que isso seja um “determinismo biológico”, ou coisa parecida, mas representa um potencial que todos possuímos e necessitamos aperfeiçoar.
Vamos, então, direto ao assunto dessa crônica: a importância da leitura. “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”, a frase é antiga mas expressa bem o poder do conhecimento: a libertação. A leitura nos permite transformarmo-nos num pássaro, cuja suavidade rompe os grilhões que o prendiam ao solo, para voar na direção dos altiplanos, em profunda sensação de liberdade. Aonde vai o nosso pensamento, vamos nós... Que maravilha o prazer da leitura! A leitura que nos dá informação e nos estimula a reflexão. Mas não é só isso. O hábito da leitura nos vai motivando e aperfeiçoando a escrita.
Quando criança, chamava-me atenção, ao entrar na biblioteca da escola, um cartaz vivamente exposto na parede, onde via-se uma janela aberta e a frase em destaque: “o livro é uma janela para o mundo”. Nunca esqueci dessa frase. Talvez, também, porque o hábito da leitura nos tenha sido passado desde pequeno, através das históricas lidas por minha mãe, estimulando minha imaginação, reflexão e instigando minha curiosidade.
Quantas coisas temos a aprender? Como vasto ou infinito é, graças a Deus, o conhecimento... Abrir um livro, é gozar de um prazer transcendente e inesperado, a cada virar de página. Abrir um livro, é sentir o pulsar da vida adentrando no nosso ser, e dilatando os nossos horizontes. Abrir um livro, é perceber que o mundo tem jeito. Abrir um livro, é nos defrontarmos com nossa própria ignorância e, nesse confronto, vencê-la, um pouco mais, a cada nova página lida. Abrir um livro, é descobrirmos o nosso valor como humanidade, descobrindo o “outro” com suas virtudes e limitações. Abrir um livro, é ter um êxtase, é sentir uma sensação indescritível, própria dos amantes. Enfim, abrir um livro é a forma mais barata de viajar pelo mundo, pelas diversas culturas e saberes, com a vantagem de que podemos voltar no tempo ou atingirmos o futuro.
O livro é o amigo silencioso e incondicional. A leitura – e por extensão o livro como gênero de primeira necessidade – é a via segura para a superação: do analfabetismo funcional, da melancolia, das drogas, da violência, do desamor, da ignorância... Amigo leitor, qual é mesmo o livro que você está lendo?

25ª Feira do Livro de Osório
29/11 a 05/12/10
Largo dos Estudantes Sônia Chemale

9º Encontro dos Escritores do Litoral Norte
6ª Festa da Leitura
3º concurso Catavento Literário

Realização: Secretaria Municipal da Cultura
Prefeitur de Osório

domingo, 21 de novembro de 2010

NO MUNDO DA LEITURA



Em 2006, a Câmara Rio-Grandense do Livro encomendou uma pesquisa ao Ibope sobre os hábitos de leitura dos gaúchos. Realizadas 1.008 entrevistas, em 60 municípios, obteve-se as seguintes informações: a leitura ocupa o quarto lugar na vida dos gaúchos quando estão com seu tempo livre. Primeiramente, vem o hábito de assistir televisão, logo após, vem ouvir música ou rádio e, em terceiro lugar, praticar atividades esportivas.
No Rio Grande do Sul, lê-se, em média, 5,5 livros por ano. Esse número é significativamente superior ao da média brasileira: 1,8 livros anuais. Outros dados interessantes: a maioria da população pesquisada afirmou que lê por “prazer”, enquanto uma minoria (12%) atribuiu ao ato de ler, uma decorrência da exigência escolar ou acadêmica. No que se refere à temática preferida dos gaúchos, a pesquisa aponta que os temas religiosos aparecem em primeiro lugar, seguidos dos romances, literatura infantil, poesia...
A pesquisa também indagou os entrevistados a respeito do ato de ler: 33% consideraram que “a leitura é uma forma de conhecimento para a vida”; para 15% deles, a leitura é uma atividade muito prazerosa, enquanto que, para 2%, é algo entediante. Dos entrevistados, apenas 1% vê o ato de ler como uma prática obrigatória.
Podemos e devemos retirar desses dados algumas reflexões: sabemos que o prazer pela leitura é um hábito que, como tantos outros, pode ser construído e estimulado desde a primeira infância. Naturalmente que, nessa fase, a criança ainda não saberá ler, todavia, começará aí, o seu contato visual e tátil com os livros, onde os desenhos se apresentam de forma atrativa, multicoloridos. O ato de contar histórias para a criança é indispensável, pois estimula sua imaginação e suas fantasias. A partir daí, e ao longo de seu desenvolvimento, a criança que estiver em permanente contato com os livros, tenderá a estabelecer com eles uma relação de proximidade afetiva, de intimidade com as letras que lhe ampliarão o potencial criativo. Estará se formando, assim, o verdadeiro leitor, aquele que encontra, em cada nova página, o prazer das descobertas.
A leitura permite ao ser humano um avançar de suas fronteiras, ampliando os seus horizontes culturais. Num mundo cada vez mais complexo, o livro continua sendo aquele amigo silencioso que orienta e instrui, mas também que problematiza o presente e desafia o leitor a novos olhares.
A Feira do Livro não é um local onde simplesmente se comercializa livros! A Feira é um espaço privilegiado, onde esses múltiplos olhares se encontram. É como admiravelmente sintetizou uma propaganda: “Se você for amigo do Quintana, ele lhe ensina um poema. Se você pegar o Einstein pela mão, ele lhe explica o universo. Se você conversar com Shakespeare, você vai se sentir romântico como Romeu ou Julieta ou trágico como Hamlet.”

A Feira do Livro de Osório será de 29 de novembro a 05 de dezembro no Largo dos Estudantes. Programe-se e ótima leitura!

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