segunda-feira, 4 de junho de 2012

OS PERÍODOS DO ESPÍRITISMO


O imperativo da vida coloca o sujeito como ser co-criador-criativo. Na prática, o ser se constrói e autoafirma através de processo que envolve, desde a experiência (individual e social), o conhecimento intelectual e os sentimentos. Na medida em que o sujeito perde suas certezas metafísicas, como advertiu Jung, ele termina por mergulhar – e por extensão a própria humanidade – numa crise de identidade consigo mesmo. [1]
Nesse sentido, o processo de transformação social da humanidade, não pode ser desvinculado do processo de evolução espiritual do próprio homem. Quanto mais o sujeito se cerca de elementos sobre sua condição profunda, menos “vazio” vive. Na falta desses elementos, o ser humano (que tenta superar esse vazio) termina preenchendo seu “espaço mental” com conquistas externas, importantes, mas sempre vulneráveis.
Na segunda metade do século XIX, Allan Kardec analisou as três fases do Espiritismo e mencionou, em discurso durante a Viagem Espírita de 1862, que a terceira fase seria a da “transformação social.” Um ano depois, ao publicar na Revista Espírita de 1863[2], escreveria a respeito da influência do pensamento espírita na sociedade humana, identificando, agora, seis períodos pelos quais a Doutrina dos Espíritos passaria:

1.Período da Curiosidade
2.Período Filosófico
3.Período da Luta
4.Período Religioso
5.Período Intermediário
6.Período da Renovação Social

O último período mencionado pelo codificador é o que, nesse momento, nos interessa. Kardec volta a insistir numa “renovação social.” Tema que, obviamente, ele já havia tratado em O Livro dos Espíritos, [3] e retomaria numa análise mais detalhada em A Gênese, onde afirmou:  


A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho. [4] [Grifos meus]

Allan Kardec reconhece o valor da inteligência, ou da técnica, mas enfatiza a necessidade de “elevar o sentimento”. A noção de sentimento, nesse caso, não implica numa negação do sujeito enquanto ser desejante, mas numa necessária afirmação da sensibilidade, de alguém que consegue perceber o outro, sem ser arrogante. Essa afirmação de Kardec, também, nos leva a pensar sobre a relação entre sentimento-progresso-pensamento, na medida em que o processo de transformação social envolve, de forma determinante, a condição espiritual. Quando os sentimentos nobres iluminam o pensamento, o progresso global supera seus vazios e paradoxos.
Mas também, Kardec ofereceu mais informações sobre o caráter dessa transformação: “Nestes tempos, porém, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região, ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral.”.[5]  A moral é uma questão central dentro dessa ordem de transformações sociais, pois está, também, associada aos sentimentos.
Sabemos que o Espiritismo, no sentido filosófico, compreende a moral enquanto regra de bem proceder. Mas a idéia de moral aqui definida, abarca também o sentido ético, ou seja, essas “regras” devem vir de “dentro” do sujeito. Nesse caso, estamos dizendo que essas regras são “princípios de valores”, conquistados pelo próprio sujeito/espírito.  Portanto, a moral está associada àquilo que podemos chamar de “sentimentos de valor universal”.
Nesse sentido lembremos Léon Denis quando escreveu que: “o estado social não sendo em seu conjunto senão o resultado dos valores individuais, importa antes de tudo de obstinar-nos nessa luta contra nossos defeitos, nossas paixões, nossos interesses egoístas. Enquanto não tivermos vencido o ódio, a inveja, a ignorância, não se poderá estabelecer a paz, a fraternidade, a justiça entre os homens; e a solução dos problemas sociais permanecerá incerta e precária.”[6]
Somos sujeitos da história. Vivemos, é bem verdade, uma crise civilizacional que nos fornecerá novos elementos para retomarmos valores atemporais, esquecidos nas entranhas da pós-modernidade.


[1] BOECHAT, Walter. A Mitopoese da Psique: mito e individuação. Petrópolis-RJ: Vozes, 2008. P. 158-159.
[2] KARDEC, Allan. Revista Espírita – Dezembro/1863 -  Período de Lutas.
[3] Especialmente nas Leis de Progresso, Sociedade e Destruição. Destacamos, entre outras, as questões: 784, 785, 793, 799 e 800.
[4] KARDEC, Allan. A Gênese. Cap. XVIII – São chegados os tempos. Item 5.
[5] KARDEC, Allan. A Gênese. Cap. XVIII – São chegados os tempos. Item 6.
[6] DENIS, Léon. Socialismo e Espiritismo. 2ed. Matão-SP: Casa Editora O Clarim, 1987. P. 66-67.. 

domingo, 20 de maio de 2012

MUTAÇÕES: A Condição Humana


A aspiração por uma sociedade mais justa e feliz, esteve presente em vários momentos, na história do pensamento ocidental. O humanista inglês, Thomas More, ao escrever seu livro A Utopia, no século XVI, imaginou uma ilha aonde seus habitantes viviam felizes, num sistema social justo e sábio, retomando a ideia da república em Platão. Condorcet, no final do século XVIII, havia escrito nas páginas de seu Tableau, dez etapas para o avanço triunfal da humanidade, rumo à ciência, à sabedoria e à felicidade.  Mais tarde, Victor Hugo, em sua magistral obra: Os Miseráveis, de 1862, escreveu: “Cidadãos, o século XIX é grandioso, mas o século XX será feliz [...]. Não se terá mais a temer a fome e a exploração, [...] a miséria, as batalhas e todas as rapinagens do acaso na floresta dos acontecimentos. Poder-se-ia quase dizer: não haverá mais acontecimentos. Seremos felizes.[...]”. Havia um imaginário, um otimismo literário no tocante aos avanços e promessas de um mundo melhor, trazido pelo desenvolvimento científico.
Atravessamos os portais da história e chegamos ao século XXI, triunfantes na inteligência mas, vivendo os inúmeros dilemas e mutações de um mundo que aspira renovação. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, afirmou que a maneira como a sociedade atual molda seus membros é ditada, acima de tudo, pelo dever de consumir, associado a uma cultura que preconiza o individualismo. Bauman considerou que há uma ressonância natural entre o estímulo para se viver o “agora”, ocasionada pela tecnologia compressora do tempo, e a lógica da economia orientada para o consumidor.[1]
Continuadamente exposto a novas tentações, num estado de constante excitação, o ser humano da sociedade pós-globalizada, vive sua constante insatisfação. Vivem-se ávidos por novas atrações e sensações e, logo que estas são satisfeitas, outras necessidades surgem sedutoras, convidando os indivíduos a um novo consumo.
Apesar dos avançou da biotecnologia e da tecnociência, vivemos confinados ou encarcerados em burgos modernos, diante da necessidade de segurança, posto que a violência atinge, em escala planetária, níveis alarmantes. O consumidor é consumido pela cultura que induz ao individualismo e menospreza o valor da condição humana. Nada, estranho, portanto, que a depressão, a insônia e outras patologias ocupem lugar de destaque no cotidiano de tantas criaturas.
Recentemente, um grupo de pensadores, do Brasil e de outros países, reuniu-se num evento intitulado: “Mutações: A condição humana”[2]. Psicanalistas, filósofos, críticos de arte, sociólogos, analisaram as novas configurações do mundo atual. Algumas conclusões podem ser destacadas: o homem contemporâneo vem perdendo sua imagem, ou seja, nossa civilização vive uma espécie de crise de identidade, mergulhada num vazio, onde concepções políticas,  crenças, ideias, referenciais, que antes pareciam dar sentido a existência, perdem o seu valor.[3]
A sociedade ocidental, vivendo seus impasses mutações e possibilidades, vem atravessando diversos ciclos, notadamente, sob a égide de um pragmatismo materialista. O Ocidente se tornou “cristão”, mas – para usarmos uma expressão de Signates – não se “cristianizou”. Atingimos, nesses tempos de pós-modernidade, o fenômeno da mundialização da comunicação e da hipercomputação, os avanços da biotecnologia, e, mesmo assim, onde está o homem? 
Para Novaes: “[...] estamos na confluência de dois mundos, um que não acabou inteiramente e outro que ainda não começou inteiramente e, por isso, as velhas definições e conceitos tornam-se inoperantes.” [4] Vivemos uma qualificação da técnica e uma desqualificação da sensibilidade. Isso, de certa forma, nos leva a uma ruptura com a ideia de civilização construída sob a égide do estágio hegemônico da técnica, para vislumbrarmos uma ideia de civilização centrada no humano, na sensibilidade e nos sentimentos.
Os mais pessimistas poderão pensar numa “quase-morte do sujeito”, onde a noção de verdade, de esperança, as ideologias, estariam solapadas pela ruptura com um tempo linear, uma vez que se vive no Time is money ou Moneyteísmo.  Tudo é veloz e volátil e a noção de tempo se fixa, exageradamente, no presente. A grande tragédia do homem pós-moderno, é a de ter perdido o endereço de si mesmo. Apesar de tudo, o espírito continua sendo o fundamento da vida! É necessário retomarmos um otimismo espiritual, não utópico, mas fundamentado numa consciência que agrega, solidamente, o saber físico e metafísico, resgatando o papel do sujeito, espírito imortal e pluriexistencial.

NOTAS


[1] BAUMAN, Zygmunt. Globalização. As consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. p. 88,89.
[2] O Evento foi realizado no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e contou com um ciclo de 10 conferências, entre os dias 11 a 22 de maio de 2009.
[3] Cf. NOVAES, Adauto. As novas configurações do mundo. In. Caderno Cultura. Jornal Zero Hora. Porto Alegre, sábado 16 de maio de 2009. Pág. 2.
[4] Idem. 

terça-feira, 15 de maio de 2012

ESCRAVIDÃO


Jerri  Almeida

“Escravidão! Quando se pronuncia esse nome, o coração sente frio, porque vê à sua frente o egoísmo e o orgulho” Allan Kardec – Revista Espírita/ Fevereiro de 1862.

A escravidão fez parte das sociedades desde a mais remota Antiguidade. De acordo com as especificidades de cada povo ou sociedade, os escravos poderiam ser prisioneiros de guerras ou mesmo pessoas que, por não poderem pagar alguma dívida, eram conduzidas àquela condição. Havia, também, o fato de pais que vendiam os próprios filhos como escravos.
Na Grécia, o escravismo desenvolveu-se de forma muito significativa. Raras eram as atividades produtivas onde os escravos não eram empregados, tanto no meio urbano como no meio rural. Estima-se, por exemplo, que Aristóteles em suas pesquisas sobre as formas de alimentação e reprodução dos animais, contasse com mais de mil escravos, a sua disposição,  trazendo-lhe animais para suas experiências.
O processo escravista foi, sem dúvida, uma grande violência contra a dignidade humana, através da subjugação moral, pela força ou por qualquer outro meio de coerção servil. Evidentemente, devemos compreender esse processo de dominação no âmbito de povos embrutecidos espiritualmente, atrelados a ideia de riqueza em face da exploração violenta do semelhante.
No Mundo Antigo a instituição da escravidão era algo natural no seio das sociedades e, não raras vezes, recebia a própria legitimação das estruturas religiosas. Na Bíblia há diversas passagens sobre a questão da escravidão justificada.
Paulo, em carta aos Efésios afirma:

“Vós, servos, obedecei aos vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo.” [Efésio 6:5]

Os Efésios eram os moradores de Efeso, cidade grega no território da Lídia, no Litoral Oeste da Ásia Menor. Essa cidade era um grande centro comercial e religioso e já havia sido visitada por Paulo anteriormente em suas viagens. É curioso, no entanto, observar que Paulo destaca o “senhor segundo a carne”, justamente, para diferenciar do “Senhor” como sinônimo de Deus. Deixando claro que o servo ou escravo deveria obedecer aos seus  “donos”. Isso evidentemente, em nosso ver, não invalida o admirável trabalho de Paulo na divulgação do Cristianismo nascente, tão somente, mostra a face de um homem situado em seu tempo, sujeito ao equívocos e às influências naturais de seu meio.
Em carta aos Colossenses reafirma:

“Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus.” [Colossenses, 3:22]

Aqui temos a reprodução do Deus temeroso, punitivo e cruel que não se coaduna com o Deus de amor  e bondade ensinado por Jesus.  Um Deus que justifica a dominação do homem sobre o homem jamais fez parte dos ensinamentos do Cristo. Aqui, parece-nos que sobressai a influência do Deus apresentado por Moisés ao povo hebreu. E por falar em Moisés, vejamos o que ele nos fala sobre a escravidão:

“Escravos e escravas para vos servires, podereis adquiri-los entre os povos circunvizinhos. Poderes também comprá-los dentre os filhos dos estrangeiros, que peregrinam entre vós e dentre suas famílias, nascidos e crescidos na vossa terra, e serão vossa propriedade.” [Levítico 25:44-45]

No Êxodo, lê-se:

“Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro, de graça. Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sairá sua mulher com ele. Se seu senhor lhe houver dado uma mulher, e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá só com seu corpo.” [Êxodo 21:2-6]

Há uma série de outras referências na Bíblia sobre a escravidão. Sem nos alastrarmos em mais citações, desejamos refletir sobre o caráter legislativo e, portanto, humano, dessas referências.
Poderia causar estranheza para alguém, que textos bíblicos fossem coniventes com a escravidão! Ora, um exame consciencioso das passagens bíblicas  demonstra que as religiões estiveram, praticamente, sempre vinculadas ao poder político, servido como justificativa moral para  salvaguardar determinados interesses, muitas vezes, obscuros e tendenciosos.
Os textos bíblicos, impregnados da cultura hebraica, tentavam naturalizar a escravidão como uma prática comum – até porque os hebreus haviam sido escravizados no Egito – e, como bem se percebe, cristalizada no cerne daqueles povo antigos.  Na verdade, a escravidão só começou a ser vista como uma prática “vergonhosa para a humanidade” no século XVIII.
Mas a Bíblia deve ser analisada sempre à luz da razão e do bom-senso, isto é, torna-se necessário diferenciarmos o que fazia parte da cultura e do contexto histórico da época, daquilo que realmente tem valor como verdades universais.
O Antigo Testamento, por exemplo, está cheio de representações simbólicas, contradições e mesmo práticas ancestrais, já superadas para os nossos dias. Não obstante, a Doutrina Espírita retira ou resguarda a essência do Velho Testamento consubstanciada no Decálogo. Este sim, de caráter universal, mantém-se válido nos dias atuais, personificando valores divinos e permanentes como: a vida, a justiça, a honradez, o amor, o respeito...
Jesus considerou a necessidade do Amor como sentimento capaz de unir os homens e de fazê-los crescer espiritualmente. Contrapondo-se aos regimes totalitários e opressores, ensinava, entre outras coisas, que a escravidão de qualquer forma e sob qualquer pretexto, é terrível violência contra a criatura humana. O Seu Evangelho é um hino de exaltação à prática dos valores nobres  e dignificantes, como medida possível para os homens encontrarem a paz.
No final da Idade Média, todavia, a Igreja Católica aceitou e promulgou a escravidão como uma prática institucional que  considerava justa, necessária ou inevitável. As escrituras não a condenavam e esse fato facilitou aos cristãos fazerem uso dela para dominarem, principalmente, os africanos, e pô-los a serviço do enriquecimento das monarquias Ibéricas.  Com São Tomás de Aquino e as interpretações sobre o pensamento de Aristóteles, admitiu-se a escravidão como derivada de uma suposta inferioridade moral e/ou espiritual dos escravizados.
Essa postura adotada é um sofisma perigoso, justamente, por tentar justificar o erro mediante aparentes motivos “justos”, que desrespeitam a integridade moral do próprio ser humano. É o “cristão” ignorando o Cristo!
Allan Kardec, retomando a questão em O Livro dos Espíritos obtém a efusiva assertiva dos espíritos:

“È contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem. A escravidão é um abuso da força. Desaparece com o progresso como gradativamente desaparecerão todos os abusos.” [Questão 829]

A questão 830 da referida Obra, é bastante conclusiva diante do exposto até aqui e, portanto, dispensa maiores comentários. Vejamo-la:
“- Quando a escravidão faz parte dos costumes de um povo, são censuráveis os que dela aproveitam, embora só o façam conformando-se com um uso que lhes parece natural?
R. O mal é sempre o mal e não há sofisma que faça se torne boa uma ação má. A responsabilidade, porém, do mal é relativa aos meios de que o homem disponha para compreendê-lo. Aquele que tira proveito da lei da escravidão é sempre culpado de violação da lei da Natureza. Mas, aí, como em tudo, a culpabilidade é relativa. Tendo-se a escravidão introduzido nos costumes de certos povos, possível se tornou que, de boa-fé, o homem se aproveitasse dela como de uma coisa que lhe parecia natural. Entretanto, desde que, mais desenvolvida e, sobretudo, esclarecida pelas luzes do Cristianismo, sua razão lhe mostrou que o escravo era um seu igual perante Deus, nenhuma desculpa mais ele tem.”

Com esse breve artigo, pretendemos alertar para a necessidade de uma leitura racional e contextualizada das passagens bíblicas, no sentido de percebemos a essência dos ensinamentos morais, muitas vezes, em contraposição com as próprias práticas cristalizadas da época. Jesus, é bom lembrar, jamais se contradisse, o que fê-lo, evidentemente, um homem incomparável, jamais compactuando com a injustiça e a exploração humana.

Referências Bibliográficas

PINSKY, Jaime. História da América Através de Textos. 5ª ed. São Paulo: Contexto,1994.
MELO, Mário Cavalcante de. Da Bíblia aos Nossos Dias. Curitiba: Livraria da Federação Espírita do Paraná, 1954.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 68º ed. Brasília: FEB, 1987.
A BIBLIA SAGRADA. Trad. João Ferreira de Almeida. 26ª impressão, Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 1972.

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